Você compraria um carro popular chinês JAC?

Já faz algum tempo que eu andava curioso para estudar a JAC! A notícia mais veiculada do dia de hoje depois dos pôneis malditos da Nissan foi o anúncio da fábrica da montadora chinesa JAC Motors no Brasil, num investimento prometido de R$ 600 milhões e início de produção em 2 anos.
Meu termômetro natural de mercado para analisar o sucesso de lançamentos é aquela sensação de impacto ao ver os modelos nas ruas na mesma semana de lançamento.  Outro ponto é ver o investimento  para presença na mídia. Me surpreendi (ponto). Numa capital gigante como São Paulo é fácil encontrar o chinês nas ruas, em stands de shopping, aeroportos e outdoors.
Em apenas 5 meses (a marca debutou em 18 de março) a chinesa emplacou 11.192 veículos com apenas dois modelos, o hatch J3 e o sedã J3 Turin, segundo o ranking acumulado da Fenabrave. Só para dar uma idéia comparativa, o J3 vendeu mais que figuras carimbadas como VW Pólo, Citroen C4, Nissan Tiida e Focus Sedan. A pretenção da JAC é encostar na Nissan e na Mitsubishi em share de mercado já em 2012.
A experiência do presidente da JAC em terras brasileiras, Sérgio Habib, que comandou a Citroen no Brasil e é dono de uma grande rede de concessionárias, parede ter ajudado. Some a isto o investimento de R$ 380 milhões para o startup da marca, que incluiu abertura de mais de 50 concessionárias num mesmo dia, campanha de marketing agressiva, dentre outros.
A agência Ogilvy é quem assina as campanhas publicitárias que tem como garoto propaganda o apresentador Fausto Silva. Uma estratégia que parece ter dado certo também é a apresentação de preço final de forma clara – um hatch “completo” por R$ 37.900. Isso porque nos últimos anos nos acostumamos a ver preços “crus” e milhares de packs que aumentam o valor do carro a preços inimagináveis.
Os carros, bem, leia esta análise da revista Quatro Rodas. A relação custo x benefício parece boa, mas a marca tem o árduo desafio de se mostrar decidida a ficar e não deixar o consumidor na mão. Neste caminho, o anúncio da nova fábrica parece fazer parte desta estratégia que tem como objetivo vender 100 mil carros até 2013.
O novo modelo importado, o J6 é uma minivan de até 7 lugares que tive a oportunidade de ver e sentir de perto. O sucesso não deve ser um estrondo parecido como os irmãos. Por R$ 60 mil existem modelos como a Grand Livina ou a Megane Grand Tour que entregam mais “carro” por menos e com mais segurança de compra ao consumidor.
A revista Quatro Rodas pulicou uma enquete feita com internautas para a edição de agosto. 54,6% não comprariam. Agora a pergunta que não quer calar: você compraria um chinês?
PG

Author: PG

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1 Comment

  1. Claro que ha um impulso de compra pela novidade…alem disto, o carro completo pelo preco que esta sendo cobrado + boa garantia, sem duvida, sao atrativos. A pergunta que nao quer calar II e: sao confiaveis? sao duraveis? Nao tenho duvida que eles vao chegar la, mas ainda nao chegaram, e, deve levar um BOM tempo. Confiabilidade e durabilidade nao se consegue com boa intencao, mas sim com competencia e conhecimento/experiencia de engenharia automotiva…e quando chegarem la, sera que o custo vai continuar sendo menor?

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