Renault já comemora os recordes de 2011

Fábrica da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná

Fábrica da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná

Diz a máxima: “nos momentos de crise nascem grandes oportunidades”. Uns comemoram, outros se lamentam.  Na indústria automobilística temos visto isto. Não somos míopes, nenhuma montadora que opera em nossas terras tropicais é genuinamente “brasileira”. O nome já diz “montadoras”. Ora, em um mundo assolado por uma crise econômica que parece infindável, as cabeças pensantes das matrizes européias, americanas e asiáticas têm 2 opções: continuar a dar murro em ponta de faca ou apostar de verdade em novos mercados, como nós, os BRICs, o que certamente para eles demanda uma quebra de paradigma – temos uma alta carga tributária, muita burocracia, infra-estrutura ainda precária, mas, por outro lado, temos um mercado consumidor em franca expansão e com poder de compra, apoiado na ascensão das classes sociais e na estabilidade econômica. Ainda estamos distante de termos uma frota “update”, em pé de igualdade com o resto do mundo, e com preços menos gananciosos, mas vemos mudanças à vista.

Este preâmbulo é para dar uma leitura particular ao comunicado que recebi hoje da Renault , celebrando o crescimento year-to-date (2011) de 21,6% em relação ao mesmo período de 2010. Comparado ao crescimento do mercado nacional de 4,3%, sem dúvidas, há razões para brinde.

Embalados por 12 lançamentos este ano (incluindo versões e edições especiais), com destaque principalmente aos novos Sandero e o SUV Duster, além do reposicionamento de preço da SW Megane Grand Tour e do hatch Clio, a Renault segue uma trajetória de crescimento no país rumo ao objetivo de saltar de 5,2% para 8% de market share até 2016. Só em novembro a marca fechou com 7,2% do total de emplacamentos. O sedan médio Fluence ainda não decolou, a meu ver. Está em um nicho altamente concentrado por Toyota e Honda.

Novo Renault Sandero

O Sandero repaginado hoje entre os 10 carros mais vendidos do país

Novo SUV Renault Duster

O SUV Duster caiu no gosto popular e já deixou a EcoSport para trás

Assim, em tempos de crise lá fora, o Brasil alcançou a segunda posição no ranking de mercados da francesa. Boa estratégia. E não podemos esquecer que o aumento do IPI e a letargia das marcas tradicionais ajudaram. Vamos ver em 2012-2013 como fica o jogo. As atrasadas estão correndo contra o relógio para buscar o tempo e o mercado perdido.

Fica uma sugestão à Renault: tragam mais modelos/plataformas francesas e menos romenos da divisão Dacia. Há espaço. Queremos mais carros ainda mais bonitos e bacanas. Aguardaremos as novidades franco-brasileiras de 2012!

Serviço: www.renault.com.br
Fotos: divulgação/Renault

PG

Author: PG

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2 Comments

  1. Resultado de produtos inteligentes como Logan, Sandero e Duster (todos da mesma plataforma) . Quando o produto é bom e o preço certo, o consumidor premia.

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