Brasil é o 4° maior mercado de carros do mundo… a base de importados!

Novo Ford EcoSport

EcoSport é um exemplo da padronização mundial da Ford. Adeus gerações de atraso.

Esta semana no caderno Empresa, do jornal Valor Econômico, edição de quarta-feira (28/08), o jornalista Eduardo Laguna contou-nos uma boa e uma má notícia: nos consolidamos no quarto maior mercado consumidor de automóveis em todo mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos e Japão. Estudo da KPMG cita a projeção de alcançarmos o terceiro lugar em 2016, ultrapassando os japoneses. Outro fato interessante da matéria é o antagonismo na cadeia produtiva: somos somente o sétimo no ranking de produtores no globo, com 3.4 milhões de carros fabricados em terras tupiniquins.  A conta é simples e não fecha. A diferença vem de importados e a nossa balança econômica é quem sofre. O programa Inovar Auto do governo é um incentivo, e várias marcas já anunciaram a nacionalização de fábricas, entre elas BMW e Audi, porém, está claro que vamos gerar uma inundação de autos maior que a capacidade de consumo local. As exportações serão o caminho e só peço a Deus que dê uma luz no fim do túnel para que até lá a burocracia, a carga tributária, e todos os males produtivos tenham virado passado. Será? É difícil crer.

A economia foi a nossa catapulta para o consumo, fato. Com tanto crédito, financiamentos em até 60x, é mais fácil comprar um zero que um usado. Temos que dar crédito de nosso sucesso também a crise mundial que assolou a zona do Euro e os Estados Unidos. Um ponto positivo deste cenário dos últimos anos é que a nossa visibilidade potencial como tábua de salvação das gigantes americanas e européias, deu-nos a oportunidade de ampliar a concorrência e modernizar a oferta de produtos no país, mesmo que tenhamos recebido algumas obras esquisitas criadas para os BRICs, o que a meu ver é um grande erro. Merecemos carros feiosos e caros? Aí tiro o chapéu para marcas como a Ford, Volkswagen, que estão unificando suas plataformas mundiais e padronizando a oferta.

Com as perspectivas econômicas ainda turvas para 2014 e a grande instabilidade cambial, sem falar do fato de ser um ano eleitoral, vamos ver como se comportará o mercado e estes números daqui por diante. Espero sinceramente que continuem crescendo para bem da geração de empregos e da economia nossa de cada dia. Abraços..

Foto: Ford

PG

Author: PG

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